Nariz perfeito existe?

O conceito de beleza é algo mutável. Ele varia conforme a época e a cultura de cada povo. Aquilo que é “bonito” ou “belo” em um determinado contexto pode ser visto de modo diferente em outro – seja em uma obra de arte, num monumento arquitetônico ou mesmo no corpo humano e seus componentes, entre eles o nariz, que é o objeto da rinoplastia.

Mudança de padrão
Um exemplo clássico da mutabilidade do conceito de beleza são as mulheres retratadas por pintores renascentistas, que eram mais cheinhas e representavam um conceito de beleza e de bem-estar que foi mudando nos séculos seguintes, até chegar ao padrão de mulheres altas e magras que dominou as passarelas da moda e as capas de revistas no final do século XX e no início do XXI. Padrão que agora vem sendo questionado, mas que ainda domina.

Beleza pasteurizada
Nas últimas décadas, aliás, vivemos uma espécie de pasteurização gradativa da beleza. Independentemente da idade ou da etnia, da lozalização geográfica e da cultura, quase todos nós passamos a desejar ser parecidos com as pessoas que víamos nas telas. Esse processo começou com o cinema, ganhou força com a televisão e as revistas ilustradas e atingiu seu ápice com a Internet e as redes sociais.

Desejo de mudança
Graças à tecnologia, nunca as pessoas comuns, como eu e você, tiveram seus corpos e rostos tão expostos como agora. Hoje, somos nós mesmos que estamos nas telas. E nem sempre gostamos do que estamos vendo nessas telas. E, entre uma selfie e outra, é natural que nos questionemos sobre mudanças que gostaríamos de fazer em nós mesmos – muitas vezes por meio de cirurgias estéticas.

“Nariz perfeito” x nariz bonito” x “nariz harmonioso”
Querer melhorar aquilo que não lhe agrada não é errado. Afinal, os avanços da medicina estética são muitos e existem para ajudar as pessoas a ficarem mais felizes com sua aparência. O problema é quando alguém quer fazer uma cirurgia em busca, por exemplo, do “nariz perfeito”, pois ele não existe. Mesmo o “nariz bonito” é um conceito fluido, conforme descrevemos acima. Por isso, é melhor pensar em um “nariz harmonioso”.

Cada pessoa, cada rosto e cada nariz são únicos
Na rinoplastia moderna, não podemos limitar o paciente a um tipo de nariz estereotipado, feito em série, igual para todo mundo. A estética não é rígida - ela é versátil e flexível - e deve deixar espaço para a singularidade. Cada pessoa e cada rosto são únicos e o nariz deve estar em harmonia com os demais elementos da face e até mesmo com a personalidade de cada indivíduo.

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